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Game Design Club 08: As Mais Badaladas do Príncipe da Pérsia — Artigo

Por um longo período, a ancestral franquia de videogames Prince of Persia ficou sem receber novos jogos, para a tristeza de seus fãs. Se não contarmos o Escape Game “Prince of Persia: The Dagger of Time”, lançado para VR em 2020, foram quase 14 anos sem nada que presenteasse de fato os ávidos apreciadores da série. Este cenário só veio a mudar recentemente em 2024, com o lançamento do título “Prince of Persia: The Lost Crown”, que inclusive já recebeu sua análise pelo Angelo Mota aqui no Game Design Hub.


Para comemorar esse aguardado retorno, a mais nova edição do Game Design Club te convida a mergulhar nesta sonoridade empolgante e por vezes dançante. Quer saber um pouco sobre as músicas destacadas no mix da vez? Você confere no artigo a seguir. Boa leitura.


Antes do Hiato: Uma breve retrospectiva

Logo em seu nascimento, a franquia mostrou-se bastante influente. Seu primeiro jogo, lançado em 1989 inicialmente para a série de computadores caseiros Apple II e posteriormente em dispositivos como NES, DOS, AMIGA e tantos outros, foi pioneiro do subgênero dos jogos de plataforma que chamamos hoje de Cinematic Platform. Isto é, em seus primeiros jogos, Prince of Persia influenciou um estilo diferente, apresentando uma pegada cinematográfica, trazendo animações feitas com base em rotoscopia e com uma dinâmica bem voltada ao realismo. Os pulos eram de fato precisos, e os encontros genuinamente desafiadores, elementos que mais tarde vimos em jogos como Another World, Blackthorne, Flashback e outros semelhantes.


Tela de captura do jogo Prince of Persia, de 1989
Jogo: Prince of Persia (1989)

Aquele que pensa que a influência da franquia parou por aí está enganado. Apesar da tentativa não muito bem-sucedida em "Prince of Persia 3D", lançado em 1999, não demorou muito para o queridinho "Prince of Persia: Sands of Time" surgir, com a Ubisoft Montreal tomando as rédeas da franquia. Mais uma vez, tornou-se referência, sobretudo nas fluidas animações acrobáticas e em como elas transitam bem entre os momentos de gameplay, deixando tudo muito natural.


Essa fase dos jogos 3D, lembrada com tanto carinho, seguiu constante até 2010, sendo o último jogo lançado antes do hiato o "Prince of Persia: The Forgotten Sands".


QUAIS AS MÚSICAS DESTACADAS NA 8ª EDIÇÃO DO GAME DESIGN CLUB?

Tela de captura do jogo Prince of Persia: The Forgotten Sands
Jogo: Prince of Persia: The Forgotten Sands | Reprodução: Ubisoft

Como a minha intenção com esta edição de Game Design Club é destacar as mais badaladas faixas de Prince of Persia, foquei-me justamente nesta fase que acompanhamos durante a 6ª e 7ª geração, que muitos julgam ser a era de ouro da franquia.


Em Sands of Time, a Ubisoft optou por trazer para a produção musical do jogo Stuart Chatwood, conhecido principalmente por ter sido baixista e tecladista da falecida banda The Tea Party. A escolha não foi por acaso, afinal, a banda se destaca por fundir estilos musicais tanto da parte oriental quanto ocidental do planeta. A intenção era trazer para a obra uma sonoridade com elementos, mas que não fosse puramente persa.


O resultado final foi uma mistura interessante de rock com músicas e melodias do oriente médio, aproveitando muitos elementos indianos, utilizando de instrumentos de corda típicos da índia, a famosa marcante percussão de Tabla e épicos vocais das cantoras Cindy Gomez e Maryem Tollar.




Já o lado mais “eu sou do rock” se intensificou na continuação de Sands of Time, cujo subtítulo é Warrior Within. Dessa vez, além de Stuart, a trilha sonora contou também com Inon Zur na composição e juntos se mantiveram sendo os principais nomes quando o assunto é música de Prince of Persia. É impossível não notar aqui, a presença de riffs pesados de guitarra com bastante distorção.


A obra também conta com a participação da banda de nu-metal Godsmack, que tiveram suas músicas usadas em momentos de combate, garantindo um tom bem mais “edge”.


Em Two Thrones, os combates já não contavam mais com sons da banda Godsmack, o que rendeu cenas de ação ainda intensas, mas com menos guitarras distorcidas e, no geral, com faixas mais semelhantes ao que ouvíamos em Sands of Time, contando inclusive com o retorno de Maryem Tollar no vocal.


O Forgotten Sands foi o primeiro dessa leva de jogos a não ter Stuart nem Inon na composição da trilha, mas isso não o impediu de dar as caras nesta edição do Game Design Club. Muito pelo contrário, sua música tema serviu de abertura para o mix, e a conclusão é que os compositores Steve Jablonsky e Penka Kouneva não deixaram a desejar aqui, trazendo faixas que capturaram bem a atmosfera já estabelecida pelos jogos anteriores.


Como puderam notar, não mencionei o reboot de 2008, e a razão disso é que optei por não destacá-lo neste mix. Não me leve a mal, a trilha dele é ótima e certamente aparecerá futuramente em alguma edição quando propício, mas o fato de sua sonoridade soar mais ambiente e com um tom bem cinemático e orquestral fez com que eu sentisse que não se encaixou em perfeita sinergia, mesmo ao lado das faixas mais calmas que marcaram presença no mix.


CONCLUSÃO

Arte do jogo Prince of Persia: The Two Trones
Jogo: Prince of Persia: The Two Thrones | Reprodução: Ubisoft

Com balanceadas doses de músicas atmosféricas e dançantes e outras agitadas e agressivas ao ponto de nos fazer pular, a oitava edição do Game Design Club acerta a nostalgia dos assíduos fãs da franquia, que desde o Prince of Persia: Forgotten Sands aguardavam ansiosamente pelo seu retorno.


Com vocês, a oitava edição do Game Design Club:


 

Você pode ouvir o mix no Youtube acessando a playlist oficial do projeto, e caso queira visitar as músicas separadas no Spotify, basta procurar pela playlist Na brisa do Game Design Club que é atualizada a cada lançamento.




Texto editado e revisado por Gabriel Morais de Oliveira (@GabrielHyliano).



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Sensacionais essa ideia de fazer esses materiais de apoio para os Game Design Club. Você faz diferença demais na comunidade, Cabeça.

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