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Conheça as inspirações por trás de Kenka Bancho, Gachitora e Shinjuku no Okami! – Artigo

Atualizado: 3 de nov. de 2023

Mais conhecida pelos títulos da série "Kenka Bancho", a desenvolvedora Y'sk deixou um legado que vai muito além da barreira linguística presente em seus jogos.


CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Uma das coisas que, para mim, acabaram se consolidando cada vez mais mais com o passar do tempo, foi me apaixonar por jogos que eu não conseguisse jogar totalmente por conta da barreira linguística japonesa.


A série "Tantei Jinguuji Saburo", "Fu-un Shinsengumi", "Blood + One Night Kiss", "Kowloon Gate", "Ukiyo no Shishi", "Samurai Mech" e "Kyoei Toshi" são só alguns dos vários exemplos dessa situação. Mesmo sem entender a maior parte dos textos, me dispus a conhecê-los.


"Bakemonogatari Portable", que recentemente recebeu uma tradução feita por fãs, também é um exemplo a ser citado, assim como vários jogos de luta que ainda conseguem ser divertidos mesmo sem ter qualquer tutorial para entender o combate, muitas vezes apertando os botões aleatoriamente para poder descobrir os outros modos. Para mim, há um certo prazer em descobrir coisas que ainda não podemos compreender totalmente, como desfrutar do processo até finalmente conseguir entender um jogo, envolver-se com ele. Este artigo será primariamente focado nisso.


É inegável que estamos na era de ouro das traduções. Jogos que nunca cogitamos ter um lançamento oficial fora do seu país de origem finalmente estão dando as caras para o resto do mundo, como "Fatal Frame 4" e "Like a Dragon Ishin", sobre o qual falei em texto anterior. Na parte dos fãs, não é nada diferente, e durante a pandemia vários projetos lendários de anos foram lançados assim como alguns que sequer poderiam ser cogitados.


Porém, ainda perduram algumas adversidades que afetam a comunidade de tradução, sendo elas: as poucas pessoas que conhecem as séries de jogos nichados fora do país de origem acabam imergindo na língua nativa do jogo e dando os seus pulos para desfrutarem da experiência, até mesmo buscando a proficiência nessa língua; Além disso, o caso mais comum é a falta de uma equipe que esteja interessada a tirar o projeto do papel.


E mesmo que eu tenha sido bem sortudo nas minhas experiências, ainda conheço mais jogos ausentes de tradução do que eu gostaria, e essa matéria que vocês estão lendo hoje, é justamente para trazer os aspectos positivos dessa experiência para vocês. Mesmo que muitos não saibam japonês (eu, inclusive) quero apresentar um estúdio que, com só um único jogo principal localizado, acabou me conquistando a ponto de me fazer visitar todo o seu catálogo.


Então, bora lá!

A abertura do primeiro Kenka Bancho usando a trilha sonora de "Battles without honor and humanity" é facilmente uma das aberturas mais iradas que o PlayStation 2 teve, no mesmo nível que a duologia de Raidou.


YSK INC. E AS SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Arte ilustrativa da capa de Kenka Bancho (PS2)
Reprodução: Kenka Bancho | Spike Chunsoft

"Kenka Bancho" foi concebido por uma equipe de desenvolvedores da Human Entertainment que, após o trabalho em Fire Pro Wrestling, receberam sinal verde para criar uma IP própria. Nesse contexto, surgiu a divisão Y'SK, que escolheu o cinema hanzai-eiga como principal fonte de inspiração para seus jogos. Os filmes de hanzai englobam basicamente todos os tipos de filmes japoneses que envolvem criminologia, seja com a Yakuza, delinquentes ou até mesmo a polícia.


Sob a liderança de Tomoyuki Matsumoto, a Y'SK criou Kenka Bancho, tomando como base o cinema hanzai e decidindo focar no subgênero de delinquentes, principalmente nos filmes da era Showa, como Be Bop High School, também conhecidos como "bancho". Inspirando-se nos jogos da série Kunio Kun/River City e até mesmo em Shenmue para a jogabilidade, eles conseguiram criar um projeto bastante original.


Os jogos da série possuem um orçamento bastante baixo e funcionam de maneira semelhante ao que a Ryu ga Gotoku Studio faz, reutilizando vários recursos para facilitar o desenvolvimento e lançando-os em intervalos de tempo curtos, mas sempre com diferenças suficientes para manter cada título distinto um do outro. Porém, ao contrário da série da Sega, Kenka Bancho teve apenas uma chance fora do Japão, com seu terceiro jogo principal: Kenka Bancho: Badass Rumble para o PSP, e posteriormente com o spin-off que repaginou a série como um jogo otome resumidamente um simulador de encontros voltado para o público feminino. Até agora, não tivemos mais nada além de um "sucessor espiritual" chamado Uppers, que Tomoyuki criou e que felizmente conseguiu ser lançado fora do Japão na Steam e no PS Vita, por algum motivo.


No total, foram lançados 13 jogos, todos eles seguindo o conceito inicial de se basear no cinema hanzai. No entanto, o que eu disse até agora não explica muito sobre os jogos, além da atmosfera que eles propõem.


A BARREIRA LINGUÍSTICA EM KENKA BANCHO

Reprodução: Kenka Bancho | Spike Chunsoft


Infelizmente, as mecânicas dos jogos da YSK são justamente o que dificulta as traduções e jogabilidade dos títulos para quem não sabe japonês, mas ao mesmo tempo é o que os torna tão únicos e especiais, conforme veremos a seguir.


Entre os jogos de Kenka Bancho, há um certo padrão nos protagonistas: eles desejam se tornar os mais fortes e seguem um código moral entre os bancho, e a jogabilidade é pensada para refletir isso. Usando o exemplo da imagem, para um bancho iniciar uma luta, ele primeiro precisa encarar o oponente e só então entrar em uma troca de xingamentos que o próprio jogador monta em um curto período de tempo. Se a ofensa fizer sentido, o bancho ataca primeiro e ganha vantagem no combate. Se houver confusão ao falar ou se algo sem sentido for dito, o bancho é atacado primeiro.


Nos três primeiros jogos, esse sistema é idêntico. Inicialmente, isso não seria um problema, considerando que podemos atacar mesmo sem iniciar a batalha de quem xinga melhor. Entretanto, em todos os jogos, temos um medidor de reputação que define o quão "cool" somos para a cidade e outras gangues. Esse medidor é influenciado pelas ações que tomamos dentro e fora dos combates e se atacarmos alguém sem xingar primeiro, a reputação diminui. Bater em civis tem o mesmo efeito, assim como destruir o cenário, especialmente lutar armado contra alguém que não está armado.


Ao contrário de Yakuza Fury, em que ter uma reputação baixa encerra o jogo na terceira fase, Kenka Bancho encontra formas de punir o jogador, retirando mecânicas, enquanto oferece opções para melhorar a reputação. Conforme a reputação diminui, as lojas se recusam a vender coisas para o jogador, os inimigos se tornam mais fortes e, no mínimo, o jogador recebe uma roupa de banana (com o mesmo efeito do laço rosa em Ninja Gaiden e do chapéu de galinha em MGS V: The Phantom Pain). Com uma reputação alta, o jogador recebe vantagens no combate, preços melhores e até golpes especiais.


Falando em combate, Kenka Bancho é bastante simples, mas funciona perfeitamente por causa disso. Temos um ataque padrão e um forte, um ataque carregado, agarrões e um especial. Porém, de maneira semelhante a God Hand (Capcom), somos nós que montamos o conjunto de movimentos. Cada jogo tem sua própria maneira de adicionar golpes, mas geralmente, ao derrotar qualquer tipo de chefe, desbloqueamos novos movimentos. Um detalhe curioso que permaneceu até o quarto jogo é que toda vez que o jogador morre, há uma punição: perda de dinheiro, redução de atributos e diminuição da reputação. O jogo não chega a ser tão complicado, mas as lutas em grupo tornam-se mais desafiadoras e o jogador precisa levar em consideração todos os sistemas do jogo para agir. Essa dinâmica é bastante divertida, apesar de ser um tanto frustrante o quão fácil é perder reputação e desfazer todo o progresso conquistado.


Para que os jogos se diferenciem, cada um possui seu próprio sistema de destaque, juntamente com atividades secundárias e versões específicas do que fazer em combate. No quinto jogo, por exemplo, você faz amizade com os grupos que encontra e os derrota até chegar em seus chefes, criando assim seu próprio grupo. Como todos os sistemas da série estão interligados, se você tiver uma reputação ruim, as pessoas irão rejeitar fazer amizade com você. Até mesmo a maneira como você se veste acaba se relacionando com algum aspecto, sem, apesar disso, punir a personalização do personagem, que é muito boa. Basicamente, trata-se de uma fantasia de bancho, e você pode seguir de acordo com suas preferências.


No entanto, ainda parece muito simples para incentivar alguém a jogar um jogo completo em um idioma que não conhece. Portanto, vamos falar sobre o único jogo que foi localizado em inglês.


A PÉROLA TRAZIDA PARA O OCIDENTE Kenka Bancho 3: Badass Rumble

Reprodução: Kenka Bancho 3: Badass Rumble | Spike Chunsoft


"Kenka Bancho 3: Badass Rumble", por algum motivo, foi o único jogo da série a ter uma chance fora de seu país de origem e, por isso, é o mais fácil de se envolver completamente.


Ele foi desenvolvido pela Bullets (essencialmente o que a Y'sk se tornou com a chegada dos dispositivos portáteis) e estreou no PSP com uma premissa bem diferente até então. Nele, jogamos como Takashi Sakamoto, um bancho no terceiro ano que está indo para sua última viagem com a turma, e o local escolhido é Kyoto.


Na cidade, ocorre um torneio anual secreto entre os bancho, em que todos os participantes da viagem têm que lutar entre si para determinar quem é o mais forte, seguindo um sistema de regras bastante simples: aquele que perde se torna servo da pessoa que o derrotou.


Acontece que, há anos, apenas um grupo muito específico de estudantes vence este torneio: os Shinsengumi, e eles nunca aparecem de forma comum, apenas desafiando os possíveis vencedores você poderá conferir uma explicação histórica mais detalhada sobre eles na minha próxima matéria sobre "Like a Dragon Ishin".


O protagonista Takashi, sabendo disso, decide então participar e vencer o torneio. Porém, ao mesmo tempo, seu pai levanta uma questão antes da viagem: "vale a pena deixar as oportunidades do ensino médio passarem?". Takashi, então, tem nas mãos a oportunidade de aproveitar uma viagem inteira durante uma semana, fazer amizades verdadeiras e até ter a chance de arranjar uma namorada, considerando que Fujisawa (sua colega de sala) tem muito carinho pelo protagonista. O único problema é que, se ele decidir ignorar o torneio, tanto o representante da sala quanto o professor passam a odiá-lo e a tentar expulsá-lo a qualquer custo.


O jogo, então, com essa questão em mente, nos apresenta a seguinte opção: Takashi pode ter um passeio normal e se aproximar mais de seus amigos ou buscar sua posição como o melhor bancho de seu ano. As mecânicas relacionadas a isso estão disponíveis a qualquer momento e dependem apenas da sua vontade sobre o que fazer.


Reprodução: Kenka Bancho 3: Badass Rumble | Spike Chunsoft


"Kenka Banchou 3" é um jogo que te deixa muito livre; você não é nem obrigado a seguir os passeios da escola ou interagir com a história (são pouquíssimos momentos obrigatórios). O jogo se passa inteiramente no período de uma semana, o que se converte em aproximadamente 4 horas de gameplay, proporcionando um grande "fator replay" de exploração dos vários caminhos possíveis para Takashi em sua viagem.


Você pode namorar uma das personagens do elenco, se conseguir marcar encontros e sair por Kyoto. Também é possível apenas conhecer os pontos turísticos e as lojas (embora isso seja um pouco limitado pela natureza do portátil). Outra opção é caçar os bancho e os líderes de cada escola, de acordo com o planejamento de cada uma, e enfrentar o Shinsengumi no final da viagem, ou equilibrar todas essas opções, mesmo sabendo que algo pode não dar tão certo. Apesar disso, o jogo é simples e funcional, principalmente em termos de combate.


Durante as mecânicas, quando Takashi derrota um chefe, consegue desbloquear alguns de seus movimentos especiais, bem como obter o número de telefone do chefe, o que permite chamá-lo como um parceiro. No entanto, de forma semelhante a .hack (CyberConnect2), você precisa lidar com a rotina de cada personagem para poder chamá-lo como ajudante (além disso, alguns exigem que sua reputação seja alta para participar). Isso oferece uma ampla customização de combate, especialmente considerando os bancho que você pode recrutar, tornando cada jogada dinâmica e variada.


Considerando a ideia geral do jogo, meu único problema é que a execução do lado de aproveitar as férias como um estudante normal acaba sendo fraca, devido às limitações do portátil. Os pontos turísticos não oferecem tantas atividades, e você fica com poucas opções constantes de interagir com as garotas ou Sawakita (seu melhor amigo no jogo). No geral, é uma boa experiência, muito divertida e definitivamente vale a pena como primeira experiência envolvendo a série ou o estúdio como um todo.


O território desconhecido em Kenka Bancho (PS2)


Agora, adentrando em território desconhecido, temos o Kenka Bancho original do PlayStation 2 (e com uma versão muito boa para PSP). Nele, acompanhamos Yasuo Tanaka, um bancho que conseguiu alcançar o status de líder de sua escola e enfrentar outras sem problemas. Ele é um exército de um homem só, temido e respeitado por todos ao seu redor, enquanto leva uma vida parcialmente normal.


O jogo começa com uma onda de invasões de gangues e escolas na cidade, com os colegas de Yasuo sendo atacados, e ele intervém para descobrir quem está por trás desses ataques. A história se desenrola à medida que a situação se intensifica, chegando ao ponto em que seus amigos podem até morrer durante a campanha se você não resolver a situação. Um ponto interessante de tudo isso é que Yasuo é tão incrível que até sua namorada possui a força de um exército, tendo uma campanha própria em que ela protege a escola enquanto nosso protagonista está viajando (uma trama semelhante ao arco de Hayato Ichimonji em Kamen Rider Ichigo).


Tendo jogado em japonês, a história funciona bem por ser bastante visual e deixar claro o que está acontecendo, mas não posso fazer um julgamento fundamentado além de achar divertido assistir às cenas por causa do jeito de Yasuo. É uma pena que nem a adaptação cinematográfica do jogo tenha legendas em inglês, pois é realmente do meu tipo de coisa, mas não se preocupem, a jogabilidade funciona!


O primeiro Kenka Banchou, por ser pioneiro, é de longe o mais simples, mas por ter sido desenvolvido pensado para ser jogado em um console de mesa, já possui suas vantagens em comparação com o Badass Rumble, por exemplo. Mesmo sem a presença de um chefe para ajudar no combate, ainda existe uma boa variedade e o estilo de luta mais pesado de Yasuo me lembra muito a jogabilidade de Saejima em Yakuza 4, em que você utiliza a falta de agilidade como vantagem (embora isso não funcione bem contra grupos numerosos de inimigos). O sistema de reputação é o principal destaque do jogo, e devido à sua origem no PlayStation 2, há várias maneiras de recuperá-la caso ela fique baixa, principalmente através de missões secundárias, em que você ajuda as pessoas pela cidade ou simplesmente pagando em um templo para melhorar sua reputação.


Agora, falando sobre jogar o jogo em japonês: foi divertido, porque sendo linear em termos dos lugares que você precisa visitar, é possível zerá-lo mesmo sem entender nada de japonês. A trilha sonora e a jogabilidade simples funcionam muito bem juntas, transmitindo perfeitamente o papel de Yasuo como protetor e o cara mais legal da cidade. Meu único problema em jogar em japonês (e isso vai se repetir em cada jogo) é que fiquei realmente interessado na história e queria entender melhor cada personagem.


Mesmo tendo acesso à adaptação em live action (o mangá é exclusivo da edição especial do jogo e não consegui encontrá-lo na internet), ele não possui legendas em inglês para satisfazer meu desejo de compreender a batalha de Yasuo, o que é uma pena, considerando que a sequência está diretamente ligada à história do primeiro e permite que você escolha entre lutar ou ajudar Yasuo. Mas para aqueles que ficaram interessados, vale a pena jogar mesmo sem entender japonês se você deseja aproveitar a sensação de ser um cara tão incrível que várias organizações precisam se unir para causar algum problema para você.


A VOLTA DE TOMOYUKI MATSUMOTO EM Kenka Bancho 4: Ichinen Sensou (PSP)

Reprodução: Kenka Bancho 4: Ichinen Sensou | Spike Chunsoft


Agora, voltamos para o PSP com Kenka Bancho 4: Ichinen Sensou, que trouxe a volta de Tomoyuki Matsumoto, anteriormente ocupado com Shinjuku no Okami, após ter terminado o segundo jogo.


No quarto título da franquia, acompanhamos Yuta, um garoto muito arrogante que, em seu primeiro dia de aula no ensino médio, decide desafiar o líder da escola e assumir seu lugar. No entanto, há um problema, as coisas não funcionam assim. Yuta não pode simplesmente desafiar o topo da cadeia alimentar do nada, e para poder fazê-lo, ele precisa primeiro derrotar a pessoa mais forte de cada sala da escola inteira.


Acompanhamos sua jornada ao longo de um ano para alcançar seu objetivo, enquanto faz poucos amigos e tenta garantir sua passagem para o segundo ano. E para aqueles que já viram, sim, isso é literalmente a mesma história de Crows Zero (Takashi Miike), exceto pela questão do protagonista ser herdeiro de uma família da Yakuza, o que é uma pena. O jogo em nenhum momento esconde suas inspirações e busca algo mais moderno, o que é um dos pontos cativantes, além de como ele decide fazer o jogador vivenciar suas ideias de forma geral.


Kenka Bancho 4 é provavelmente o jogo da série que dá mais importância ao cenário escolar. Passamos a maior parte do tempo dentro da escola e temos apenas algumas áreas próximas para explorar, em vez de um bairro inteiro. Temos que participar de atividades esportivas com toda a escola, passar nas provas e participar de alguns mini-jogos de apostas com os alunos.


Com relação ao combate, temos um foco maior na interação com o cenário e sua destruição. Lutamos várias vezes dentro das salas de aula e podemos pegar uma mesa para bater na cabeça de um colega sem problemas. A escola inteira é um cenário para lutar, então até entrar no banheiro pode ser perigoso, e isso é muito divertido!


O único problema (novamente) é que é difícil compreender o que está acontecendo na história sem saber japonês, e parece que grande parte da diversão de jogar até o final está no carisma de Yuta e na interação com as pessoas mais fortes de cada sala. Consegui chegar até a primeira prova (que ocorre no final de cada semestre), e foi uma experiência divertida, mas provavelmente, assim como em todos os jogos da série, será infinitamente melhor para aqueles que entendem o idioma.


A ESCOLA NÃO É O LIMITE EM Kenka Banchou 5: Otoko no Housoku (PSP)

Reprodução: Kenka Banchou 5: Otoko no Housoku | Spike Chunsoft


Kenka Bancho 5 segue a mudança de estilo que o quarto jogo trouxe e apresenta Naoto, um bancho que já dominou sua escola e agora tem uma ambição maior: dominar a cidade inteira (destaque para o fato de que o jogo se passa no mesmo lugar que o anterior, expandindo a cidade para torná-la completa enquanto mantém a mesma estrutura da escola).


No entanto, ao contrário de Takashi, Naoto decide alcançar seu objetivo por meio da amizade com membros de gangues de cada distrito e se tornar até o chefe deles. Vemos ele desafiar cada um aos poucos enquanto aumenta seu círculo de amigos e com isso vamos descobrindo cada vez mais sobre seu passado. Podemos até jogar com vários personagens que aparecem na campanha, o que torna a trama mais bem aprofundada de maneira geral.


Assim como em Kenka Bancho 4, boa parte do foco da história são os personagens e o carisma deles (Naoto mesmo, em seu quarto, ao invés de vermos menus para interagir, o vemos imaginando algo de forma bobinha). Não há muito mais o que eu possa dizer, exceto que achei a ideia boa.


Aprofundando mais sobre como é jogá-lo de fato, Kenka Bancho 5 é um dos mais fáceis de jogar sem saber japonês. Os xingamentos agora são habilidades que ativam algum tipo de buff (melhoria), e para vencer a batalha, você só precisa apertar os botões na ordem correta. Fazer amizades é muito simples e depende mais de sua habilidade na luta e reputação. A estrutura da campanha é muito mais fácil de acompanhar e de completar, mas aí entra um ponto negativo: Kenka Bancho 5 tem um combate consideravelmente mais complexo. O moveset básico de Naoto já indica isso, e por esse motivo, a customização também é mais complexa (isso se aplica também à parte visual). Há vários menus para explorar, e até mesmo compreender as vantagens de cada xingamento é complicado.


Fora isso, Kenka Bancho 5 é o que eu mais recomendo para aqueles que não sabem japonês e desejam experimentar algum jogo da série que não seja o terceiro. Você tem uma cidade bacana para explorar (até mesmo um jogo de luta estilo arcade de Kenka Bancho 3). Os novos sistemas são divertidos de interagir, e é possível completar o jogo sem recorrer a guias.


SHINJUKU NO OKAMI: A PRIMEIRA TENTATIVA DA Y'SK FORA DA SÉRIE KENKA BANCHO

Reprodução: Shinjuku no Okami | Spike Chunsoft


Shinjuku no Okami foi a primeira tentativa da Y'SK de criar um jogo com uma IP fora de Kenka Bancho, e eles decidiram apostar em um jogo de detetive "hard boiled" que segue suas próprias regras dentro de um distrito perigoso. Ao apostar mais em uma paródia respeitosa e emular como seria assumir o papel de alguém como Azuma em Violent Cop (Takeshi Kitano), em Shinjuku no Okami jogamos como Eiji Mikami, um detetive solitário trabalhando na cidade de Shinjuku que perdeu seu filho e acabou se separando de sua mulher por causa disso.


Para acompanhar Mikami, temos toda a força-tarefa da polícia, mas o foco do jogo é deixar o jogador livre para investigar qualquer crime que desejar em Shinjuku e agir da maneira que achar melhor. Ao aprofundar na história, descobrimos que um policial disfarçado foi descoberto e morto durante um acordo entre traficantes de armas, o que levou a gangue responsável a espalhar seu arsenal por toda Shinjuku, causando uma onda de crimes. Mikami decide então investigar os responsáveis por isso.


Assim como os outros jogos mencionados até o momento, Shinjuku no Okami é bem aberto e permite resolver brigas entre bêbados, investigar roubos, homicídios e tomar decisões sobre a situação conforme o jogador preferir. Considerando que o jogo (também) está em japonês, o que dificulta uma análise mais aprofundada, vamos à como foi minha experiência de jogá-lo.


Todas as mecânicas do jogo e o distrito de Shinjuku foram pensados de maneira a permitir que os sistemas brilhem e interajam entre si de forma natural. Até mesmo fumar pela cidade pode afetar a forma como as coisas reagem. O jogo possui um sistema de reputação policial e mostra o quão perigoso é cada local do distrito, seja devido às gangues dominantes, à frequência de crimes ou à percepção das pessoas em relação à polícia.


Resumidamente, a reputação funciona de acordo com as ações de Mikami: se você pegar carros de outras pessoas na rua, por exemplo, as pessoas irão desconsiderar a polícia, assim como não seguir as leis de trânsito, destruir patrimônio ou fazer com que os conflitos com as gangues prejudiquem pessoas inocentes.


Porém, o charme do jogo está no julgamento que Mikami pode fazer de qualquer pessoa suspeita ou que ele decida enfrentar. Podemos prender a pessoa imediatamente, matá-la, extorqui-la para obter o que desejamos ou simplesmente deixá-la escapar. Mikami não se preocupa com a reputação, é mais uma questão de formalidade burocrática que o jogador precisa lidar caso atinja um nível específico no jogo.


Reprodução: Shinjuku no Okami | Spike Chunsoft


Fora da questão sistemática, Shinjuku no Okami opta por uma versão bastante simplificada do combate de Kenka Bancho. Mikami consegue se virar em lutas e não precisa se preocupar em manter sua reputação, então ele pode usar qualquer tipo de arma sem problemas.


A qualquer momento, você pode sacar seu revólver para lidar com a situação e também adquirir outras armas. É um sistema simples e funcional, como a Y'SK costumava fazer (não que tenham parado, mas após Kenka Bancho 4, houve uma adição de profundidade nos sistemas). No caso de Shinjuku no Okami, temos o detalhe de ser a primeira vez que o estúdio trabalha com mini-jogos, permitindo que Mikami jogue beisebol, mahjong e participe de algumas apostas.


Minha única reclamação real está relacionada aos veículos, que são consideravelmente difíceis de se obter (seja roubando ou comprando) e não são tão fáceis de controlar a ponto de você conseguir fazer exatamente o que deseja. Houve várias vezes em que minha reputação com a polícia piorou apenas por tentar fazer uma curva ou porque a moto se comportava como se fosse uma manteiga, mas não é algo tão grave.


No geral, Shinjuku no Okami, juntamente com Kenka Bancho 5, é o mais fácil de jogar sem saber japonês. O funcionamento das missões é bastante claro, os sistemas são fáceis de interagir (exceto pela roleta russa da extorsão, onde eu nunca tinha ideia do que estava obtendo) e, no geral, é bem divertido. A única complicação é que, devido à sua apresentação mais sóbria, fica difícil aproveitar muitos aspectos da história, sendo que os casos mais complexos do jogo parecem ser interessantes de acompanhar. Ainda assim, recomendo.


E SE UM YAKUZA FOSSE PROFESSOR DE ENSINO MÉDIO? GachiTora! Abarenbou Kyoushi in High School (PSP)

Reprodução: Gachitora! Abarenbou Kyoushi in High School | Spike Chunsoft


"Gachitora! Abarenbou Kyoushi in High School", depois de um longo tempo, foi outra tentativa de experimentação da Y'SK fora de Kenka Bancho, só que dessa vez com anos de experiência e um domínio do PSP ao seu dispor.


Nele, jogamos com Torao Kaiji, um ex-membro da Yakuza que decide se tornar professor do ensino médio. Ele consegue e acaba se tornando responsável pela pior sala da escola. Tora então decide, como sua missão, fazer com que todos os alunos da sala passem de ano, se aproximando de cada um deles enquanto tenta resolver os problemas pessoais que estão acontecendo em suas vidas e mais uma vez... acabei resumindo um mangá que já existia na época.


Neste caso, a Y'SK/Bullets decidiu se inspirar inteiramente em Great Teacher Onizuka (GTO) para criar o jogo. Ao invés de apresentar a experiência do cinema hanzai da maneira típica que costumam fazer, temos um jogo totalmente pensado em como seria ser um ex-Yakuza sendo professor do ensino médio.


Reprodução: Gachitora! Abarenbou Kyoushi in High School | Spike Chunsoft


Um detalhe que se nota logo de cara ao iniciar Gachitora é que ele é, de longe, o jogo mais ambicioso do estúdio. Os anos de experiência com o PSP permitiram que eles finalmente fizessem algo semelhante aos jogos do PlayStation 2, sem nenhuma diferença aparente, e ainda conseguissem se sair muito mais expressivos e vivos, principalmente por terem optado pela câmera fixa.


Em termos técnicos, ele só fica atrás basicamente de Kenka Bancho 6, que consegue ser melhor trabalhado em certos aspectos devido à diferença de hardware entre os consoles. O hub world ainda é estruturado em ruas que podemos explorar em vez de um conjunto único, mas em cada local que Tora vai, há algo interessante. Em linhas simples, a Y'sk conseguiu trazer a experiência de se jogar um Yakuza no PSP melhor do que a própria Ryu ga Gotoku Studio com a duologia de Kurohyou, inclusive com segmentos únicos de ação dentro da campanha.


Conseguinte, a estrutura linear de Gachitora permite que as coisas sejam liberadas gradualmente e, após algumas horas, você tem um pacote completo de coisas para aproveitar em vez de dar aula, mas de um modo que sempre tenha algo novo para te interessar.


Até na apresentação da história, essa dominância é visível. Em vários momentos temos Tora fazendo caretas que parecem ter saído diretamente de um mangá do Fukumoto (Kaiji, Kurosawa, Akagi), de forma totalmente natural e com uma ótima direção de cena.


Temos também uma mistura de cenas normais com diálogo em balão de texto que ocorre de um modo melhor do que em praticamente todos os jogos que o estúdio fez, com o bônus de serem muito fáceis de "entender" para quem não sabe japonês, devido à importância visual na composição de cena. Sempre há algo acontecendo, e sempre temos a sensação de descobrir algo sobre os personagens por causa disso. A jogabilidade ajuda ainda mais na compreensão.


Já que tocamos no assuntoda jogabilidade, o combate de Gachitora ocorre de duas formas: Tora entrando em confronto físico com um grupo da Yakuza ou algo parecido, onde temos um beat'em up padrão, e as discussões.


Como nosso protagonista acaba se tornando professor, na maior parte do tempo, o combate é feito por meio de diálogos fervorosos, onde metaforicamente Tora e outra pessoa acabam "saindo no soco". A pessoa usa o que a está incomodando como um "especial" e, para vencer, é preciso diminuir as barras de vida até chegar ao momento em que Tora consegue formular um argumento que encerra a discussão de vez (o que ocorre de maneira semelhante aos xingamentos em Kenka Bancho) e, como bônus, joga um tigre na pessoa (alisa meu pelo).


Gachitora é, facilmente, o meu jogo favorito do estúdio. Ele usa toda a experiência da equipe para trazer algo único e divertido, sem muitos problemas. Sua progressão é fácil. Na maioria das vezes, basta jogar para desbloquear o conteúdo disponível e a história é fácil de compreender superficialmente.


Este título é, de longe, o jogo pelo qual mais fico triste por nunca ter sido localizado. A medida que avançava na campanha, eu me interessava por cada aluno, querendo ver como seria o episódio dedicado a eles e como Tora resolveria.


Apesar de tudo, Gachitora é fácil de jogar sem saber japonês e, mesmo perdendo o diálogo real e ficando difícil saber onde ir caso pule algum diálogo, ainda recomendo jogar sem medo. É apenas uma tristeza que este será o último título, juntamente com Shinjuku no Okami, a receber qualquer reconhecimento pelo resto do mundo.


PEQUENOS COMENTÁRIOS SOBRE KENKA BANCHO 2 E 6

Considerando que não consegui jogar Kenka Bancho 2 e 6, aqui vai uma rápida explicação da história e do que eles propõe. Kenka Bancho Bros não está presente nesta lista por motivos de ausência de conteúdo que considero relevante para o presente artigo.


Capa do jogo Kenka Bancho 2: Full Throttle (PS2)
Reprodução: Kenka Bancho 2: Full Throttle | Spike Chunsoft

"Kenka Bancho 2: Full Throttle", assim como Gachitora, é de longe um dos projetos mais ambiciosos do estúdio e isso já fica bem claro só de ver sua proposta na história.


Dois anos após os eventos do primeiro jogo, Yasuo Tanaka continua como o protetor e o homem mais respeitado da cidade, enquanto a onda do bosozoku está se espalhando um dos movimentos punks japoneses caracterizado pela customização de motos, brigas entre gangues e todo tipo de corrida perigosa, como na famosa animação Akira.


Nesse contexto, jogamos como Tomoya, um garoto que quer ser respeitado por todos e entra em um dilema quando descobre que seu melhor amigo de infância, Ryo, acabou virando o líder de uma gangue de bosozoku e quer dominar a cidade. Yasuo, juntamente com seus amigos, irá lutar para manter seu cargo. Apesar de Ryo estar com um visual tão malfeito quanto o Pica-Pau, as coisas são bem mais complexas do que isso, e o jogo permite que você escolha com qual dos dois você vai se juntar e em que aspectos concorda e discorda das atitudes de cada um dos líderes, ao mesmo tempo em que Tomoya tenta se firmar como alguém de respeito.


Temos um mundo maior em Kenka Bancho 2, totalmente adaptado para acomodar as mecânicas envolvendo as motos, vários caminhos para seguir dentro de duas organizações, mais conteúdo no combate e até um desenvolvimento maior no sistema de respeito.


Capa do jogo Kenka Bancho 6: Sould & Blood (Nintendo 3DS)
Reprodução: Kenka Bancho 6: Sould & Blood | Spike Chunsoft

"Kenka Bancho 6: Soul & Blood", é o último jogo da série no formato original (até então). Lançado no Nintendo 3Ds, a YSK decidiu de novo apostar em algo mais ambicioso e focado na história, nos mesmos moldes de "Kenka Bancho 2" e "Gachitora".


No jogo, acompanhamos Daigo durante todo o seu ensino médio. Ele é um órfão que viveu isolado a vida toda e acabou desenvolvendo um comportamento bastante agressivo por conta disso. Seu único objetivo é conseguir dinheiro para manter o orfanato, lutando contra os outros e trabalhando para alcançar esse objetivo. Esse comportamento faz com que ele se torne um alvo fácil, e ao longo desses três anos, ele se envolve em todo tipo de situação, ao mesmo tempo em que gradualmente começa a se abrir para ter amigos.


Kenka Bancho 6 decide apostar totalmente em uma apresentação no estilo de mangá, utilizando onomatopeias da mesma forma que a David Production fez em JoJo's Bizarre Adventure, e aproveitando o hardware mais poderoso do Nintendo 3DS como uma vantagem para realizar tudo o que só conseguiram com Gachitora, além de trazer novas execuções para os sistemas clássicos.


Sonhar não custa nada: COMENTÁRIOS SOBRE TRADUÇÕES OFICIAIS E DE FÃS

Reprodução: Kenka Bancho | Spike Chunsoft


99% do catálogo da Y'SK, como vocês devem ter aprendido, são de jogos exclusivos em japonês. O que provavelmente ainda não sabem é que as coisas não deveriam ser assim.


Em questão de meios oficiais, a Capcom, durante o desenvolvimento de Shinjuku no Okami, foi cotada para a publicação (e muito provavelmente) localização do jogo, mas acabou desistindo diante da análise não-favorável de mercado. O retorno baixo de Badass Rumble não trouxe interesse suficiente nem ao menos para os "otome games" receberem uma localização (fora o anime), e a última chance que eles receberam foi com o sucessor espiritual Uppers, de Tomoyuki Matsumoto (Steam e PS Vita).


Desde então, a Spike Chunsoft não lançou mais nada envolvendo a equipe da antiga Y'sk, apesar de dizerem em entrevista que, caso tenha interesse do público, eles podem trazer novos conteúdos no futuro, o que dificilmente acabará acontecendo. Porém, ainda existem chances de termos traduções feitas por fãs.


Ao longo do tempo, existiram vários projetos envolvendo a tradução dos jogos. Kenka Bancho 2 chegou até a ter uma versão beta lançada com todos os menus e opções em Inglês. O projeto mais recente é o do sexto jogo, Soul & Blood, que é exclusivo do Nintendo 3DS e tem buscado formar uma equipe desde 2021.


Até o terceiro jogo, Kenka Bancho 4, antes da localização oficial, foi cogitado em ter um projeto de fãs em 2017. O problema vem mais de falta de interesse do público e de uma equipe completa para ajudar na tradução dos jogos, o que faz esses projetos sumirem pela internet. Porém, como dito no começo do texto, estamos na melhor era possível para tradução de fãs, com vários projetos saindo baú, sejam populares ou não.


Mesmo que não haja grande interesse popular na tradução desses jogos, ainda há uma insistência em volta dos envolvidos em projetos de tradução, o que significa que podemos, sim, acreditar na existência futura de projetos de sucesso que envolvam Kenka Bancho, Gachitora ou Shinjuku no Okami para o resto do mundo porém é mais uma questão de "quando" ao invés de "se".


Eu, sozinho, não consigo mover interesse o suficiente que justifique uma tradução, mas o fato de que aos poucos estejam surgindo mais conteúdos envolvendo esses jogos, como, por exemplo, ThorHighHeels sempre os citando, além de um excelente vídeo do Johan Oberg, já é motivo bom o suficiente para manter a esperança. Caso algum dos projetos finalmente consiga uma equipe para realizar a tradução, podem ter certeza de que estarei lá para apoiar, jogar e até escrever aqui a respeito.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Reprodução: Kenka Bancho | Tornado film


É inegável que a Human Entertainment proveu ótimos frutos, seja durante seu funcionamento ou após fechar as portas, e dentro das duas esferas temos jogos que nunca viram as luzes fora do Japão.


Mizurna Falls, por exemplo, foi só ter uma tradução de fã recentemente, e Moonlight Syndrome acabou de receber a sua primeira tradução em espanhol (única língua disponível, fora o Japonês).


Temos todo tipo de conteúdo, em todas as esferas midiáticas, que sofrem com a barreira linguística e, mesmo assim, são experiências interessantes. Não é preciso nem focar apenas em jogos japoneses. Quantas obras do leste europeu e de outras partes da Ásia estão perdidas neste exato momento por conta disso, e mesmo assim ainda são experiências que valem a pena? Mesmo sem poder entender, só o fato de conhecer ou experimentar essas obras por si só já torna a experiência valiosa.


A pirataria serve muito bem como forma de preservação histórica e aos poucos os fãs vão tornando tudo mais acessível, mas antes disso é necessário que algum público pelo menos tenha contato e saiba da existência dessas obras. Somente buscando o máximo de informações foi que consegui descobrir que a Y'SK, por exemplo, fez quatro adaptações de Kenka Bancho com o mesmo diretor que adaptou Onechanbara (Tsuyoshi Akama), e que por muito pouco ele não se tornou mais um caso de mídia perdida (link disponível nas referências, caso queiram conferir).


Por fim, a mensagem que quero passar é que conhecer outros nichos é importante para manter a arte viva, mesmo diante da existência da barreira linguística. Meu objetivo com o presente artigo estará completo caso a minha experiência tenha despertado o interesse de pelo menos alguns de vocês em tentar esses ou outros jogos que estejam além do conhecimento sobre outras línguas.



REFERÊNCIAS

"Capcom Silences Shinjuku Wolf" (em Inglês, por Anoop Gantayat):


"Kenka Bancho 6 English Translation Project" (em Inglês, fórum iniciado por 6Kyojin4):


"Kenka Bancho 4: The One Year War Translation Project [Help Required!]" — (em Inglês, fórum iniciado por BuerHightower):


"Kenka Banchou 2: Full Throttle" Translation Information (em Inglês, Romhacking):


"Western Release for Kenka Bancho Otome Can Happen, If Fans Demand It" (em Inglês, por Brandon Orselli)


Todos os filmes em live action:

Playlist Youtube:






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Este texto foi editado e revisado por Gabriel Morais de Oliveira.

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