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Pokémon GO e o senso de comunidade que vai além das telas — Entrevista

Recentemente nós publicamos um artigo no qual nos perguntávamos qual a importância dos videogames para a humanidade. Confesso que fui inocente ao sequer cogitar que, em uma entrevista sobre um dos jogos mais influentes da história na integração de pessoas, eu não encontraria parte das respostas para essa pergunta.

 

Pokémon GO é um dos maiores exemplos de como a paixão por algo em comum é capaz de unir comunidades inteiras, e durante a gamescom latam, tivemos a oportunidade de entrevistar Alan Mandujano, Head da América Latina, Eric Araki, Country Manager do Brasil, e Leonardo Wille, Community Manager da Niantic, sobre o mercado brasileiro, a paixão das nossas comunidades, história da Niantic como desenvolvedora, eventos futuros e evolução comportamental dos jogadores pós-pandemia.

 

O resultado desta entrevista enriquecedora, feita em parceria com o Recanto do Dragão, você confere a seguir.


Sobre o mercado brasileiro de Pokémon GO

Gabriel Morais (Hyliano): Como a Niantic vê o mercado brasileiro de Pokémon GO em comparação com outras regiões do mundo? E quais são os principais desafios e oportunidades que a Niantic encontra no Brasil?


Alan Mandujano: A América Latina é um mercado muito diferente, quando comparado com os EUA ou Japão, com um conjunto de desafios únicos que são os mesmos na maioria dos países da América Latina. Uma das coisas que anunciamos hoje é que estamos fazendo parcerias com governos locais no Brasil para aumentar o que chamamos de “jogabilidade”, ou seja, o quanto de pontos de interesse que os jogadores têm em um raio de quilômetro quadrado, e estamos trabalhando muito para que os brasileiros tenham a mesma experiência que a dos treinadores em outras cidades como Tóquio e São Francisco.


"Realmente queremos que São Paulo seja uma das cidades mais ativas. Esse é um dos desafios. O outro é a segurança."

Na América Latina, às vezes, não temos o melhor histórico de segurança pública e roubos. Essa é uma preocupação que nossos treinadores levantaram e nós mesmos, sendo latino-americanos, conhecemos bem. O que estamos tentando fazer é aproveitar o poder das comunidades, tentando incentivá-las a serem ainda melhores e criar mais encontros com mais pessoas, de forma que o risco de ser assaltado ou sofrer algum roubo diminua drasticamente.


Também estamos fazendo parcerias com shoppings, que são uma parte muito importante da nossa estratégia para proporcionar mais refúgios seguros. Nessa situação, todos ganham: os shoppings ganham mais tráfego de pessoas, nossos treinadores ganham mais conforto, com segurança, ar-condicionado e ambiente controlado. Também temos oportunidades de fornecer locais para criar encontros, e para esse assunto, nada melhor do que o Líder de Comunidade para falar sobre como a comunidade tem crescido no Brasil.


Leonardo Wille: Uma das maiores oportunidades no Brasil é definitivamente a paixão dos nossos jogadores. Acho que, como você sabe, os brasileiros são apaixonados por futebol, por esportes e por tudo em suas vidas, e Pokémon não foi diferente. As comunidades no Brasil foram estabelecidas mesmo antes de começarmos as operações, o que é incrível de ver. Tentamos nos associar muito de perto com elas para aprender suas características, entender por que elas são tão apaixonadas pelo jogo, quais são os recursos e as maneiras de jogar que são tão diferentes de outros mercados.


Tentamos capacitar nossas comunidades para criar essas experiências incríveis juntas. Nosso programa de ambientes comunitários chamado “Club Campfire” une esses eventos da vida real com recompensas digitais, físicas, e até mesmo os reúne para jogar nos refúgios seguros.


Já temos oito “Comunidades Go” participando em todas as regiões do Brasil, mas acho que o desafio é como podemos expandir ainda mais, como podemos garantir que cada Estado tenha uma comunidade, que cada grande cidade tenha uma comunidade jogando junta.


Planos da Niantic para a América Latina

Lily: vocês mencionaram muitos planos para melhorar a jogabilidade em São Paulo e em outras cidades do Brasil. Mas considerando a segunda metade de 2023 até agora, quais são os planos de vocês para toda a região da América Latina em relação ao Pokémon Go e quais são as cidades principais nas quais vocês querem focar para melhorar a jogabilidade?


Alan Mandujano: Estamos focando no Brasil neste evento especificamente (gamescom latam) porque estamos aqui (risos). Mas isso não é algo exclusivo. Também estamos usando esses aprendizados para melhorar a jogabilidade em toda a América Latina. Santiago, no Chile, é uma das cidades mais engajadas, com uma comunidade incrível. É como uma cidade inteira indo ao parque para participar dos eventos. Vemos essa mesma energia em diferentes locais, como no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


No México, por exemplo, tivemos eventos recentes muito importantes, como o Tour de Kanto em 2022 e o City Safari em 2023. O México também é um dos nossos maiores mercados. Estamos pensando na América Latina como um todo, e a vantagem é que muitos dos aprendizados que temos em um país podemos aplicar em outros.


Por exemplo, o Festival do Amor foi o nosso primeiro festival global de Carnaval que tivemos no Pokémon Go. Muitos desses aprendizados vieram da nossa primeira tentativa de eventos para a América Latina. É interessante para nós porque a equipe local teve a percepção de que o Dia dos Namorados não é uma grande data no Brasil, já que é celebrado em junho. Mas temos o Carnaval, que é enorme. Então, surgiu a oportunidade de talvez combinar esses eventos, criando o Carnaval do Amor, que globalmente foi mais associado ao Dia dos Namorados, mas no Brasil e na América Latina foi mais voltado ao aspecto do Carnaval.


Tivemos conteúdo no jogo, como o tamborim, inspirado na cultura brasileira, e estamos ansiosos para fazer mais coisas desse tipo. Claro, é difícil encontrar algo que seja igual em toda a América Latina, pois cada país tem suas peculiaridades. O Dia dos Mortos é enorme, mas é mais popular no México. O Carnaval é gigante, mas é mais popular no Brasil.


Gostaríamos de ter um único festival que fosse muito latino-americano, mas enquanto isso, continuamos procurando oportunidades em eventos ou datas especiais e estamos ansiosos para fazer mais coisas em outros mercados da América Latina também.


Futuros eventos anunciados durante a gamescom latam

Gabriel Morais (Hyliano): Então, para aqueles que não puderam participar da apresentação que acabou de acontecer aqui na gamescom latam sobre o futuro de Pokémon GO, você poderia nos dar uma visão geral de quais parcerias regionais ou eventos estão planejados para nós brasileiros, como o Pokémon GO Fest 2024: Global?


Eric Araki: Claro, acabamos de falar sobre algumas coisas realmente incríveis que estamos preparando para os brasileiros nas próximas semanas e no próximo mês. O primeiro será a celebração do Go Fest: Global, que é algo único, não apenas mais um festival comum. Vamos dividir essa celebração em duas partes. A primeira delas acontecerá em mais de sete cidades pelo país, onde teremos brindes oficiais e celebrações locais conduzidas pelos líderes da comunidade local. São atividades muito divertidas. Onde quer que esteja, você encontrará uma comunidade oficial perto de você.


Além disso, estamos preparando um evento muito especial no Shopping  Cidade São Paulo. Será um passo além do que tivemos no ano passado. Além das Poképaradas e dos líderes de equipe, teremos um ginásio de verdade, o primeiro do tipo no Brasil e interativo. Haverá um ginásio in-game no mesmo local onde está o ginásio físico, e tudo o que você faz no jogo será refletido ao vivo. Esperamos que seja um evento muito procurado por todos.


E o maior de todos os anúncios, a maior surpresa que trouxemos, é um teaser do evento que estamos trazendo para São Paulo até o final do ano. Infelizmente, não podemos compartilhar muitas informações sobre isso ainda*, mas estamos muito empolgados. Mal podemos esperar para ver a reação dos jogadores. Fiquem ligados!


*Sugestão do Redator/Editor: Safari Zone.


Comparativo entre a comunidade brasileira e as demais do mundo

Lily: É realmente divertido ver que vocês estão tentando trazer mais eventos grandiosos para cá. A comunidade brasileira é tão animada e apaixonada pelo jogo que, mesmo com eventos menores, eles interagem bastante. Vocês estão tentando trazer esses eventos para uma escala maior. Mas em comparação com outras comunidades nos jogos da Niantic, como é a comunidade de Pokémon GO no Brasil em comparação com as outras? Porque aqui é especialmente apaixonada, você sabe? Então, em comparação com outros jogos, qual é a diferença?

 

Eric Araki: Vou falar primeiro da perspectiva de jogador e depois como gestor. Eu estou acostumado a jogar com as comunidades no Japão, por exemplo. Lá eles jogam bastante, você vê três, quatro pessoas juntas, se movimentando, indo a lugares, fazendo suas coisas, mas não interagem muito entre si. E nós temos feito entrevistas com pessoas de todo o mundo aqui na gamescom latam. Eles mencionaram como os jogadores em diferentes regiões têm estilos de jogo diferentes durante suas comunidades.


Tivemos um rapaz de Londres dizendo que os jogadores são mais reservados, fazem suas coisas sozinhos. Tivemos um jornalista da Austrália dizendo que há pequenos grupos jogando juntos, mas cada um foca em suas próprias coisas. E outro da Alemanha disse que é uma celebração silenciosa, as pessoas se reúnem, mas cada um faz seu próprio jogo e ninguém conversa muito. É algo bem diferente, e quando você joga, realmente gostaria que eles pudessem experimentar jogar em uma comunidade aqui no Brasil, porque eles ficariam impressionados.

"Brasileiros são muito calorosos, eles se reúnem, abraçam todo mundo, aproximam as pessoas. Então, isso é o tipo de interação que vemos em algumas comunidades. Temos até comentários de que nós somos conhecidos por sermos muito unidos. É uma ótima maneira de mostrar como diferentes tipos de jogadores interagem entre si."

Leonardo Wille: Eu também gostaria de destacar que a comunidade brasileira é muito apaixonada. Algumas dessas comunidades existem há sete, oito anos. E esses jogadores estão super empolgados para organizar atividades durante as jornadas comunitárias e em diversos eventos legais, e fazem isso de forma muito organizada.


Essas comunidades têm líderes comunitários responsáveis por receber as pessoas, distribuir materiais especiais que eles mesmos criam usando técnicas locais. Posso até mencionar algumas, como a comunidade de Fortaleza, Brasília, Manaus, e nossa missão aqui é reconhecer e capacitar essas comunidades para irem além. Elas já têm milhares de membros, trazem muita diversão para esses eventos mensais, e queremos que elas continuem fazendo o que fazem de melhor, proporcionando essas experiências incríveis e super organizadas.

 

Lily: Um comentário extra. De certa forma, não é muito diferente das comunidades de MMOs digitais, é como as pessoas estarem super próximas, mas no caso de Pokémon GO, é algo mais íntimo, as pessoas estão se falando cara a cara. E é incrível ver como as comunidades Pokémon GO são super organizadas, assim como as de MMOs. E ficam super bravas quando você perde o timing certo, ou em um ataque, ou em uma raid ou algo assim. É muito legal.


Leonardo Wille: Sim, bem, acho que uma coisa que separa as comunidades de Pikmin Bloom e Pokémon GO de todas as outras é o fato de que elas não são apenas digitais, o que já é emocionante, elas têm grupos no WhatsApp, grupos no Discord, mas também estão fisicamente presentes no mundo real. Acho que isso é o que as torna verdadeiramente diferentes. E isso se aplica ao Brasil e a todos os outros países onde a Niantic opera.


Eles têm a capacidade de ir a esses lugares físicos e remodelar esses mundos, geralmente para melhor. O que vemos é que esses jogadores querem jogar juntos, mas precisam encontrar um bom parque ou um bom local para jogar. E às vezes nem todas as cidades têm esses lugares. Então o que nossas comunidades fazem é ir a esses locais, identificá-los e reconstruir esses espaços para torná-los melhores, não apenas para jogar Pokémon GO, mas também para as pessoas que vivem lá.


Tivemos iniciativas de impacto social em várias regiões, aqui no Brasil, onde nossa comunidade se reuniu para limpar seus locais, renovar parques e torná-los melhores para jogar. E agora, como você sabe, tivemos essa tragédia no Rio Grande do Sul. Foi um evento muito infeliz. Mas se houve algo poderoso que vimos é que todas as comunidades do Brasil, esses grupos de ajuda, esses líderes comunitários se reuniram e incentivaram doações para o Rio Grande do Sul.


Algumas comunidades estavam baseadas em Porto Alegre e outras cidades impactadas, os líderes nos informaram quais eram as melhores maneiras de apoiar ONGs locais, e as comunidades de todo o país organizaram campanhas de doação e enviaram doações para esses locais. Acho que arrecadamos mais de 1,5 toneladas de alimentos, itens não perecíveis, roupas, tudo isso sendo doado para as cidades afetadas. Estamos muito felizes em ver que os jogadores estão ajudando essas pessoas a se recuperarem e continuarem com suas vidas, mesmo durante esses tempos difíceis e desafiadores. Essa é a força de uma comunidade do mundo real, uma comunidade que é digital, mas também age em espaços físicos e os torna melhores.


Trajetória da Niantic

 

Lily: A Niantic tem uma longa história de ser composta por ex-funcionários do Google até o primeiro jogo da empresa, Ingress. Hoje, além de Pokémon GO, vocês também criaram Pikmin Bloom e Monster Hunter Now. Agora, quais foram as principais lições que vocês aprenderam ao longo de todas essas experiências diferentes?


Alan Mandujano: Acho que é muito baseado em mapear o mundo. Enquanto fazemos isso através da nossa plataforma, chamada Last Shape, tentamos criar um mapa completo do mundo em 3D. Atualmente, Pokémon GO é principalmente um mapa 2D do mundo. Pensando além disso, como Pokémon GO será daqui a 10 ou 20 anos? Será jogado em dispositivos vestíveis (como óculo de realidade virtual)? Não sabemos, mas trabalhamos em direção a esse futuro. E mapear o mundo é realmente importante para nós.


Há alguns aspectos disso que ainda não incorporamos totalmente, como a tecnologia de escaneamento ou VPS, que permite posicionar objetos no espaço de Realidade Aumentada 3D e torná-los visíveis para todos. Recentemente, continuamos a usar nossa tecnologia e tentamos implementá-la em todos os nossos jogos. Então, eu diria que definitivamente há aprendizados de cada jogo que se cruzam com os outros.


Acho que ter esse DNA do Google Earth e Google Maps, e a experiência com Ingress, e agora Pokémon GO, e o que vier no futuro, realmente está se unindo, enquanto continuamos a tentar criar, como diz nosso CEO, canais da realidade. No mundo da realidade aumentada, você está jogando talvez Pokémon GO, mas talvez sinta vontade de um desafio diferente. E você tenta Pikmin Bloom ou Ingress, tentamos fornecer mais opções. E estamos fazendo isso com nosso portfólio atual de jogos e experiências.


O impacto da pandemia no comportamento dos jogadores

 

Gabriel Morais (Hyliano): Desde o lançamento do Pokémon GO no Brasil, temos experimentado mudanças na estrutura social e nos relacionamentos entre as pessoas, inclusive passando por uma pandemia. Gostaria de saber como a Niantic tenta se adaptar a todos os tipos de jogadores, como aqueles que saem muito de casa, os que ficam em casa, os jogadores casuais e os competitivos.

 

Eric Araki: Sobre os jogadores competitivos, na verdade, é uma grande coisa. Costumávamos dizer que Pokémon GO é para todos. E podemos ver que aprendemos muito com as informações que coletamos dos usuários e como eles jogam durante o jogo. Uma coisa que temos muita ciência é de como os latinos são tão competitivos.


Sabemos como os brasileiros são competitivos, especialmente olhando para todo o nosso ambiente de eSports. Sabemos da sua coragem de tentar repetidamente, repetidamente e repetidamente. Eles nunca desistem. E nós até temos esse tipo de sentimento de “underdog”, em que mesmo com todos os obstáculos que temos, queremos mostrar ao mundo que somos os melhores jogadores, que podemos chegar lá, que podemos enfrentar o resto do mundo no mesmo nível. E isso acontece muito em Pokémon GO.


Durante a pandemia, vimos que o uso do PvP foi maior do que durante toda a vida de Pokémon GO, e isso também se reflete hoje nas competições reais que temos. Por exemplo, no último NAIC (Campeonato Internacional da América do Norte) que aconteceu em Nova Orleans, tivemos, apesar de ter sido nos EUA, um mexicano no segundo lugar, e "LNDsTSteinar", brasileiro, no terceiro. Tivemos "LNDsRargef", também brasileiro, em sexto lugar. E tivemos muitos outros jogadores latinos entre os 10 primeiros. E eles dizem (norte americanos): Uau, esses caras são realmente competitivos.

Estamos fazendo muito mais coisas para incentivá-los a aproveitar o jogo no PvP ou em qualquer outro meio. “LNDsRargef”, é um dos favoritos para levar o título de campeão do mundo!

Então, queremos trazer isso, traduzir toda a paixão que os jogadores profissionais têm em português para os outros jogadores, para que eles saibam que podem torcer por "LNDsRargef", por "LNDsTSteinar" e por todos os outros brasileiros que estão jogando lá, em alto nível, no mesmo nível que qualquer outro jogador do mundo. Isso é uma coisa muito boa.

 

Leonardo Wille: E uma aprendizagem muito interessante sobre a pandemia que vimos foi, na verdade, um influxo de jogadores durante esse período. Uma vez que a pandemia acabou, o que a maioria dos nossos jogadores realmente queria era sair e experimentar o jogo novamente.


Pokémon GO foi uma das principais maneiras de voltar a este novo mundo, uma vez que a pandemia terminou. Mas acho que nosso desafio era “Ok, estamos em um mundo diferente. Como podemos garantir que nossos jogadores tenham os recursos, a capacidade e uma boa experiência que lhes permita sair e jogar juntos?”  


É por isso que estamos construindo esforços como o Global Campfire, nosso programa de desenvolvimento comunitário, ou a iniciativa de pokéstops no Brasil, com as prefeituras. São todos projetos que visam melhorar a experiência dos nossos jogadores não só no Brasil, mas em toda a América Latina, no Sudeste Asiático e em muitos outros países. Queremos melhorar a experiência deles e realmente fazer com que o ciclo principal do Pokémon GO de sair, jogar juntos com seus amigos, exercitar-se juntos no mundo real, seja o mais emocionante possível para nossos jogadores.


A pergunta mais difícil de todas
 

Gabriel Morais: Então, esta é a última pergunta e é a mais séria, OK? Qual é o Pokémon favorito de cada um de vocês?

 

Alan Mandujano: Bem, essa é difícil porque há mais de 1000, mas eu diria que o Umbreon é o meu Pokémon favorito. Sim, você sabe, Eevee é incrível e a evolução do tipo Dark é a cereja do bolo. Bem, eu era adolescente na época, tentando ser edgy e, você sabe, dark, isso com certeza pode ter influenciado.

 

Eric Araki: Eu sempre amei Pokémon do tipo aço desde a segunda geração. E naquela época nos anos 2000, quando eu organizava competições para o Gameboy para a revista oficial de Pokémon, eu era o líder daqueles que sempre tentavam derrubar minha equipe. Então, aço é o melhor tipo, sem dúvida. Mas se há um Pokémon que eu mais amo é o Steelix, de longe o melhor Pokémon, é enorme, sólido, é como a maior coisa do universo! E sim, eu até tenho muitas ilustrações com Steelix, e uma que é muito pessoal e muito próxima do coração é esta que eu uso com minha esposa para ilustrar o nosso casamento. Esta é minha esposa com Evee, ela ama Evee, Pikachu, e eu amo o Steelix*.


*Comentário do Redator/Editor: neste momento, Erik mostrou para a gente a foto de capa do celular dele com a ilustração. Era tão fofa que esquecemos de pedir uma foto dela.

 

Leonardo Wille: Ok, eu vou ser o cara da primeira geração então (risos). O primeiro console que eu comprei quando criança, na verdade, o único console que pude comprar nos subúrbios do Rio, foi um Gameboy Color. Pokémon Red foi meu primeiro jogo, e Bulbasaur foi meu primeiro Pokémon, então ele se tornou meu favorito desde então. “Bulbar”, que era o nome que dei a ele, sempre foi meu favorito e sempre será, e é claro, também suas evoluções. Então, Bulbasaur é definitivamente o meu favorito, mas também tenho um carinho por Salamence e Metagross, realmente gosto deles, mas Bulbasaur é definitivamente o número um.


Adoramos realizar essa entrevista, que nos surpreendeu muito mais do que imaginávamos! Agradecemos imensamente à equipe da Theogames, em especial à nossa querida Anna Coelho, que proporcionou diversas oportunidades de produção de conteúdo e crescimento para o Game Design Hub durante a gamescom latam.


Fiquem ligados que em breve teremos mas entrevistas por aqui. Até a próxima!




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